As unidades de conservação brasileiras podem ser classificadas em dois grandes grupos: unidades de conservação de proteção integral e unidades de conservação de uso sustentável, o que as diferencia são restrições quanto ao seu uso.
É indiscutível os benefícios que as áreas verdes (parques, praças e arborização pública) exercem na qualidade de vida da população de uma cidade em diversos aspectos, proporcionam grandes melhorias em um ambiente já extremamente impactado, exercendo funções importantes:
- Em relação ao aspecto ecológico a presença da vegetação aliada ao solo não impermeabilizado, proporciona uma flora mais diversificada e consequentemente abrigo e alimentação à fauna, aumentando também a variedade maior de espécies animais, influenciando positivamente para o equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas, além dos agentes vetores de doenças. Promove melhorias no clima da cidade e na qualidade do ar, água e solo.
- No aspecto social e psicológico de uma cidade oferece a possibilidade de lazer à população, estimulando a melhoria da saúde física e mental, pois tais áreas absorvem ruídos, melhoram a umidade relativa do ar, atenua o calor, além de estimular a prática da atividade física, e baixar os níveis de estresse pela contemplação da natureza, através do contato direto com os elementos naturais que só uma área verde pode oferecer.
- O paisagismo embeleza a cidade quebrando sua coloração acinzentada e as construções do ambiente urbanizado, tornando-o mais agradável para todos.
- A preservação do meio ambiente aliada a atividades educativas, que contemplem a importância da flora e fauna local permite que essas áreas ofereçam o desenvolvimento de atividades das diferentes disciplinas do conteúdo escolar além de programas de educação ambiental que possibilitem o respeito ao meio ambiente de estudantes e da população como um todo.
Mesmo com tantas funções, a oferta de áreas verdes é muito pouca em relação à procura. Tão importante quanto a criação de unidades de conservação dentro da área urbana é a sua manutenção e os serviços por elas prestados à população, no entanto, Joinville ainda não apresenta uma infra-estrutura básica para receber turistas e a população local, sendo que as Unidades de Conservação existentes que possuem algum tipo de infra-estrutura, já tem apresentado deficiências, negligenciadas pelas diferentes gestões municipais. Mesmo assim a FUNDEMA- Fundação Municipal do Meio Ambiente fez o levantamento do número de visitantes nos parques da cidade e constatou que o Parque Natural da Caieira, Morro do Finder e Zoobotânico contabilizam 102.344 visitantes de janeiro a novembro de 2009, tais dados comprovam a importância do poder público investir nestas unidades, vale salientar que depois da saúde, educação, os parques, praças são o terceiro desejo dos joinvilenses, embora grande parcela da população ainda desconheça os parques já existentes. Salientando que o Zoobotânico, atualmente é classificado como Área de Relevante Interesse Ecológico Morro da Boa Vista, teve sua ordem de serviço assinada no dia 5 de junho de 2009, tendo prazo de 6 meses para ser concluída, passou-se um ano e a obra ainda não está pronta.
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